{"id":4993,"date":"2022-08-31T11:04:23","date_gmt":"2022-08-31T14:04:23","guid":{"rendered":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/?p=4993"},"modified":"2022-08-31T14:37:59","modified_gmt":"2022-08-31T17:37:59","slug":"entrevista-com-os-autores-de-seropedica-em-foco-dialogos-historicos-e-historiograficos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/entrevista-com-os-autores-de-seropedica-em-foco-dialogos-historicos-e-historiograficos\/","title":{"rendered":"Entrevista com os autores de &#8220;Serop\u00e9dica em foco: di\u00e1logos hist\u00f3ricos e historiogr\u00e1ficos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Gian Lucas Mendon\u00e7a Silva*, com o apoio de Jo\u00e3o Paulo de Abreu Almeida Costa e P\u00f3voa** e Vanessa de Souza Oliveira***.<\/em><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-5005\" src=\"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1-1024x1024.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1-100x100.png 100w, https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1-416x416.png 416w, https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1-300x300.png 300w, https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1-150x150.png 150w, https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1-768x768.png 768w, https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1-1536x1536.png 1536w, https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1-600x600.png 600w, https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/imagem-1.png 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>O livro &#8220;Serop\u00e9dica em foco: di\u00e1logos hist\u00f3ricos e historiogr\u00e1ficos&#8221;, organizado por Fabiane Popinigis, Margareth de Almeida Gon\u00e7alves, Jessica Santana de Assis Alves, Vinicius Kleyton de Andrade Brito e Marlon Rodrigues Marques, foi publicado pela Edur em 13 de mar\u00e7o de 2021, dia em que \u00e9 comemorada a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa de Serop\u00e9dica, que at\u00e9 o ano de 1995 era um distrito de Itagua\u00ed. A obra, que \u00e9 dividida em 5 cap\u00edtulos, percorre tem\u00e1ticas e temporalidades diversas.<\/p>\n<p>Os assuntos abordados no livro v\u00e3o desde a Imperial Fazenda de Santa Cruz, terras que correspondiam geograficamente a uma vasta regi\u00e3o (inclusive o atual munic\u00edpio de Serop\u00e9dica), at\u00e9 investiga\u00e7\u00f5es sobre a UFRRJ durante a ditadura militar, \u00e9poca em que a institui\u00e7\u00e3o foi ocupada pelo ex\u00e9rcito, levando a diversas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Os estudos que comp\u00f5em o livro s\u00e3o de import\u00e2ncia imperativa, pois a hist\u00f3ria da regi\u00e3o \u00e9 pouco conhecida e, consequentemente, pouco valorizada. A fim de proporcionar um maior entendimento sobre a obra e os temas abordados, apresentamos uma entrevista realizada com os autores, na qual foram priorizados aspectos como os interesses do estudo e a busca de fontes, com indica\u00e7\u00f5es para leitores que queiram se aprofundar ainda mais nos assuntos.<\/p>\n<p>Participaram da entrevista os autores Thales Gustavo Tardivo Costa (Cap\u00edtulo 1 &#8211; A Fazenda de Santa Cruz vista atrav\u00e9s de sua bibliografia); Karine Sim\u00f5es da Costa (Cap\u00edtulo 3 &#8211; Uma hist\u00f3ria da instru\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Rio de Janeiro de 1860: o caso de Maria Roza, professora de primeiras letras em Bananal de Itagua\u00ed); Joyce Cristina Machado Figueiredo (Cap\u00edtulo 4 &#8211; Configura\u00e7\u00f5es familiares da D. Anna Rosa e dos escravizados em sua posse: associa\u00e7\u00e3o nominal [Itagua\u00ed 1848-1865]); Max Fabiano Rodrigues de Oliveira (Cap\u00edtulo 5 &#8211; Serop\u00e9dica nos tempos de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Bananal) e Jessica Santana de Assis Alves (Cap\u00edtulo 6 &#8211; Entre a cafeicultura e a ind\u00fastria na d\u00e9cada de 1850: a disputa por terras em Itagua\u00ed nos debates da Assembleia Provincial do Rio de Janeiro).<\/p>\n<p>Confira abaixo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>PERGUNTA 01 &#8211;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Para come\u00e7ar, gostar\u00edamos que os autores falassem sobre suas respectivas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, bem como sobre seus interesses acad\u00eamicos.<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Thales: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Eu atuo na \u00e1rea de Hist\u00f3ria do Brasil, com \u00eanfase no per\u00edodo colonial. O campo historiogr\u00e1fico no qual a minha pesquisa se insere \u00e9 Hist\u00f3ria Local. Por\u00e9m, procurando sempre articular as problem\u00e1ticas com quest\u00f5es e debates mais amplos da hist\u00f3ria do Brasil Col\u00f4nia.<\/span><\/p>\n<p><strong>Karine: <span style=\"font-weight: 400;\">Atualmente, sou mestranda no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias e da Sa\u00fade da\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/www.coc.fiocruz.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Casa de Oswaldo Cruz<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 Fiocruz, com financiamento pela Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES). Meus temas de interesse se voltam para as \u00e1reas de Hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o na Baixada Fluminense, Hist\u00f3ria das ci\u00eancias, e Hist\u00f3ria das mulheres do Brasil. <\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Minha atual pesquisa se insere no tema da Hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o na Baixada Fluminense, sigo investigando a trajet\u00f3ria de Maria Rosa Monteiro Pariz, que foi tamb\u00e9m tema do cap\u00edtulo 3 do livro. Maria Roza foi professora prim\u00e1ria da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 \u00f3rg\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o no Imp\u00e9rio \u2013 na regi\u00e3o da Baixada Fluminense<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 \u00e0 \u00e9poca, chamada Iguass\u00fa \u2013 do Rio de Janeiro entre os anos de 1860 e 1892. Durante esse tempo, fundou e atuou na dire\u00e7\u00e3o de um importante col\u00e9gio em Iguass\u00fa. Em minhas \u00faltimas an\u00e1lises, pude encontr\u00e1-la integrando redes de sociabilidade intelectual na regi\u00e3o; quando estava em curso o processo de feminiza\u00e7\u00e3o do magist\u00e9rio prim\u00e1rio. Embora sua atua\u00e7\u00e3o tenha sido relevante para a educa\u00e7\u00e3o em Iguass\u00fa, quem recebeu o t\u00edtulo de \u201cPrecursor da educa\u00e7\u00e3o em Iguass\u00fa\u201d foi seu filho, Augusto Monteiro Pariz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da pesquisa, nos \u00faltimos meses tenho atuado em conjunto com outras colegas do (PPGHCS), na estrutura\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o do Grupo de pesquisa \u201cMarias <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Intelectuais\u201d, com objetivo de dar voz \u00e0quelas trajet\u00f3rias que foram politicamente silenciadas ao longo das produ\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas sobre a Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Joyce: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">A minha linha de pesquisa \u00e9 \u201cRela\u00e7\u00f5es de Poder, Trabalho e Pr\u00e1ticas Culturais\u201d, neste sentido, lido com o mundo do trabalho, uma vez que retrato uma fam\u00edlia que possu\u00eda escravos, e dedico parte da disserta\u00e7\u00e3o para analisar a configura\u00e7\u00e3o do plantel de Dona Anna Rosa Roberta de Vasconcellos. Mas as pesquisa tamb\u00e9m se insere na hist\u00f3ria da fam\u00edlia, visto que observo a configura\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia \u201cde S\u00e1 Freire\u201d, debatendo que o uso desse sobrenome se d\u00e1 apenas pelos homens da fam\u00edlia, assim como observo o conflito que se abateu sobre a mesma, no tocante de quem iria tutelar os infantes herdeiros. Almejo continuar estudando a referida fam\u00edlia, buscando fontes que demonstrem como se alicer\u00e7aram em Itagua\u00ed, lembrando que Serop\u00e9dica pertencia a esta cidade, e acompanhando os movimentos deles at\u00e9 o s\u00e9culo XX, compondo uma trajet\u00f3ria familiar dos \u201cde S\u00e1 Freire\u201d.<\/span><\/p>\n<p><strong>Max: <\/strong>Com o cen\u00e1rio atual as perspectivas n\u00e3o s\u00e3o das melhores. Mas eu gostaria de poder continuar como pesquisador na minha \u00e1rea. Atualmente sou professor da rede p\u00fablica de ensino.<\/p>\n<p><strong>Jessica: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Minha \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 a Hist\u00f3ria Social das Mulheres e durante boa parte da minha trajet\u00f3ria acad\u00eamica desenvolvi estudos sobre a vida de mulheres que habitaram o munic\u00edpio de Serop\u00e9dica, que ao longo da sua vida contribu\u00edram para o desenvolvimento social e econ\u00f4mico da regi\u00e3o. Meu interesse acad\u00eamico \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o de mulheres na administra\u00e7\u00e3o de bens, e entender a participa\u00e7\u00e3o delas na sociedade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>PERGUNTA 02 &#8211;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Falem sobre suas liga\u00e7\u00f5es pessoais com o munic\u00edpio de Serop\u00e9dica e as influ\u00eancias e motiva\u00e7\u00f5es que levaram ao livro.<\/span><\/h3>\n<p><strong>Thales: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">As minhas liga\u00e7\u00f5es com o munic\u00edpio de Serop\u00e9dica s\u00e3o muitas. Al\u00e9m de ter cursado a gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, trabalhei um tempo no munic\u00edpio de Serop\u00e9dica e em Itagua\u00ed. Sou morador do bairro de Santa Cruz, que fica na zona oeste do Rio de Janeiro. Assim surgiu o meu interesse por pesquisar a hist\u00f3ria da regi\u00e3o, pois tanto Itagua\u00ed quanto Serop\u00e9dica fizeram parte da Fazenda de Santa Cruz, objeto da minha pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><strong>Karine: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Minha principal rela\u00e7\u00e3o com Serop\u00e9dica se estabeleceu ao longo das viv\u00eancias e experi\u00eancias acad\u00eamicas na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), situada no munic\u00edpio. Nesse tempo de gradua\u00e7\u00e3o, tive a oportunidade de integrar o Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial em Hist\u00f3ria (PET Hist\u00f3ria-UFRRJ), em que a farta circula\u00e7\u00e3o de fontes sobre a hist\u00f3ria da regi\u00e3o, presentes no acervo do PET, me instigou. Nas reuni\u00f5es semanais do programa, nomes not\u00e1veis eram lembrados nos assentos de batismo e \u00f3bitos de homens e mulheres que haviam vivido, pensado, produzido e ampliado a experi\u00eancia humana naquela regi\u00e3o h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Al\u00e9m da pesquisa nos arquivos recheados de documentos, as atividades de extens\u00e3o do PET nos levaram pouco a pouco ao contato com as salas de aula da rede municipal de Serop\u00e9dica, nelas pude encontrar as demandas por uma hist\u00f3ria al\u00e9m dos feitos dos grandes homens not\u00e1veis. H\u00e1 demanda por uma hist\u00f3ria, tamb\u00e9m, das pessoas comuns, da qual seus av\u00f3s participaram e da qual se sentissem parte. Embora o livro Serop\u00e9dica em foco seja uma obra para o p\u00fablico acad\u00eamico, este \u00e9, tamb\u00e9m, um passo consolidado que possibilita aos educadores, escritores e pesquisadores da regi\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de uma Hist\u00f3ria p\u00fablica de Serop\u00e9dica, com boas ferramentas como, por exemplo, materiais did\u00e1ticos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Joyce: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Eu sou moradora de Serop\u00e9dica h\u00e1 mais de 20 anos, de modo que ao ingressar no grupo Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial em Hist\u00f3ria (PET-HIST\u00d3RIA) &#8211; \u201cPET Pr\u00e1ticas de Hist\u00f3ria: dos arquivos \u00e0 sala de aula\u201d, vi a oportunidade de conhecer o ambiente que h\u00e1 tanto tempo havia me acolhido, como uma maneira de contribuir para que os outros mun\u00edcipes pudessem conhecer mais sobre o local em que residem e adjac\u00eancias. Uma das linhas de pesquisa desenvolvidas no referido programa foi aprofundada por mim na gradua\u00e7\u00e3o, e, posteriormente aprimorada, o que resultou na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado defendida em novembro de 2018.<\/span><\/p>\n<p><strong>Max: <\/strong>A minha liga\u00e7\u00e3o com Serop\u00e9dica se deu a partir da minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado.<\/p>\n<p><strong>Jessica: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Meu primeiro contato com o munic\u00edpio de Serop\u00e9dica foi na gradua\u00e7\u00e3o, em 2013, e desde ent\u00e3o a cidade se tornou uma segunda casa. Literalmente, a partir de 2015, passei a residir no munic\u00edpio, o que intensificou ainda mais o meu v\u00ednculo com o lugar. A minha experi\u00eancia enquanto bolsista do grupo Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial (PET-Hist\u00f3ria) UFRRJ instigou o meu interesse em fazer Hist\u00f3ria Local, em pesquisar a trajet\u00f3ria de mulheres que protagonizaram a hist\u00f3ria de Serop\u00e9dica e, consequentemente, a realizar e contribuir com a obra Serop\u00e9dica em foco.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>PERGUNTA 03 &#8211;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Quanto \u00e0 pesquisa acad\u00eamica que resultou na obra, houve alguma dificuldade em encontrar materiais necess\u00e1rios? E facilidades?<\/span><\/h3>\n<p><strong>Thales: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Muitas. Tanto na gradua\u00e7\u00e3o quanto no mestrado. A documenta\u00e7\u00e3o sobre a Fazenda de Santa Cruz encontra-se espalhada em uma s\u00e9rie de fundos e arquivos, tanto no Brasil como em Portugal. Na \u00e9poca, o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro mantinha os documentos sobre a fazenda inacess\u00edveis, pois estavam preparando o processo de digitaliza\u00e7\u00e3o das fontes. No final do mestrado, eles reabriram o Fundo da Fazenda Nacional de Santa Cruz, o que colaborou bastante com o andamento da pesquisa. Sabe-se, hoje, que h\u00e1 bastantes fontes sobre a hist\u00f3ria da regi\u00e3o em arquivos do Rio de Janeiro, Itagua\u00ed e at\u00e9 mesmo em Petr\u00f3polis, o que \u00e9 algo muito bom para os interessados em pesquisar a regi\u00e3o de Serop\u00e9dica e adjac\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p><strong>Karine: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">No caso da pesquisa sobre Maria Roza, encontrei dificuldades de encontrar mais informa\u00e7\u00f5es sobre o Col\u00e9gio Paris, o qual descobri recentemente que tinha como fundadora, Maria Rosa. No entanto, os documentos oficiais apontam Augusto Paris, filho de Maria Rosa, como o fundador do col\u00e9gio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Minha hip\u00f3tese \u00e9 que nesse per\u00edodo os cargos de comando como diretor, por exemplo, eram masculinizados ao ponto de conferir maior credibilidade a um col\u00e9gio, do que a ocupa\u00e7\u00e3o deste cargo por uma mulher. Principalmente porque naquele tempo a ocupa\u00e7\u00e3o feminina do espa\u00e7o escolar, tanto como alunas quanto como professoras, era um campo em disputa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, a hist\u00f3ria das mulheres tem apontado o silenciamento das mulheres n\u00e3o apenas nas fontes hist\u00f3ricas oficiais, como na pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica. Nesse sentido, a busca pelos vest\u00edgios deixados pelas mulheres exige criatividade, quando n\u00e3o as encontramos nas fontes oficiais, \u00e9 preciso busc\u00e1-las nos lugares mais improv\u00e1veis.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Joyce: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Por estar no Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial (PET-HIST\u00d3RIA), tive acesso a fontes que me possibilitaram observar, por exemplo, os registros de batismo de pessoas livres, nos quais encontrei integrantes da fam\u00edlia que analiso na disserta\u00e7\u00e3o, sendo um ponto de partida para encontrar os invent\u00e1rios de dois membros da fam\u00edlia: matriarca Anna Rosa Roberta de Vasconcellos e o de seu filho Jo\u00e3o Luiz de S\u00e1 Freire.<\/span><\/p>\n<p><strong>Max: <\/strong>Pesquisar sempre \u00e9 uma atividade \u00e1rdua, mas, ao mesmo tempo, uma satisfa\u00e7\u00e3o quando conseguimos realizar a pesquisa com dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Jessica: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">As dificuldades s\u00e3o inerentes ao pr\u00f3prio processo de pesquisa; ir aos Arquivos p\u00fablicos no centro da cidade do Rio de Janeiro, gastar tempo no deslocamento e precisar\u00a0 financiar tais etapas. Por\u00e9m, tamb\u00e9m lancei m\u00e3o de diversos acervos digitais como a Hemeroteca Digital, o que facilitou muito o acesso de fontes locais, como os pr\u00f3prios peri\u00f3dicos e almanaques, como o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Almanak Laemmert,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> que cont\u00e9m ricas informa\u00e7\u00f5es pol\u00edtico, administrativas e econ\u00f4micas de Serop\u00e9dica no s\u00e9culo XIX.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>PERGUNTA 04 &#8211;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Para o p\u00fablico interessado em se aprofundar nos temas pesquisados, h\u00e1 algum meio (digital ou f\u00edsico) para busca de fontes confi\u00e1veis? Se sim, quais deles os autores utilizaram?<\/span><\/h3>\n<p><strong>Thales: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Sim. H\u00e1 tanto arquivos f\u00edsicos quanto digitais. Posso citar aqui alguns que utilizei na pesquisa. O primeiro fundo que acho relevante consultar \u00e9 o excelente trabalho do Projeto Resgate (dispon\u00edvel no s\u00edtio <\/span><a href=\"http:\/\/resgate.bn.br\/docreader\/docmulti.aspx?bib=resgate\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/resgate.bn.br\/docreader\/docmulti.aspx?bib=resgate<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">). L\u00e1 h\u00e1 muitas documenta\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis e j\u00e1 digitalizadas sobre a Fazenda de Santa Cruz. \u00c9 s\u00f3 entrar e pesquisar na capitania do Rio de Janeiro e no Conselho Ultramarino. Outro arquivo indispens\u00e1vel para se visitar \u00e9 o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro (AN\/RJ), e pesquisar no Fundo da Fazenda Nacional de Santa Cruz. Na \u00e9poca que iniciei a pesquisa, havia um cat\u00e1logo digital dispon\u00edvel do site do AN\/RJ. Neste cat\u00e1logo havia a lista com as caixas e os c\u00f3dices, e as refer\u00eancias de cada documenta\u00e7\u00e3o. Vale a pena conferir!<\/span><\/p>\n<p><strong>Karine: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">A pandemia e o consequente fechamento dos arquivos por quest\u00f5es sanit\u00e1rias levaram os historiadores aos arquivos digitais com muito mais frequ\u00eancia que antes. Nesse movimento, se tornaram cada vez mais importantes o site da Hemeroteca da Biblioteca Nacional (http:\/\/bndigital.bn.gov.br) com milhares de peri\u00f3dicos digitalizados e disponibilizados gratuitamente; e o site do Center for Research\u00a0Libraries (https:\/\/www.crl.edu\/)\u00a0vinculado \u00e0 Universidade de Chicago que disponibiliza, dentre outras fontes, os relat\u00f3rios da Presid\u00eancia da Prov\u00edncia no Imp\u00e9rio, que cont\u00e9m relat\u00f3rios com temas sobre educa\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o de estradas etc.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Joyce: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 os registros paroquiais de batismo, \u00f3bito e casamento fotografados, organizados de forma que as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o alocadas em bancos de dados pelos bolsistas do grupo supracitado. Tamb\u00e9m h\u00e1 fontes no Museu da Justi\u00e7a do Rio de Janeiro, principalmente invent\u00e1rios, al\u00e9m dos Registros paroquiais de terras e do Almanak Laemmert dispon\u00edvel\u00a0 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">on-line.<\/span><\/i><\/p>\n<p><strong>Max: <\/strong>Acho que o Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e Imagem (CEDIM) que funciona no Instituto Multidisciplinar (IM) -UFRRJ \u00e9 um \u00f3timo come\u00e7o para conhecer a hist\u00f3ria da Baixada Fluminense.<\/p>\n<p><strong>Jessica: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Sim, como afirmei na pergunta anterior, a Hemeroteca Digital, pertencente \u00e0 Biblioteca Nacional Digital, possui diversas informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas sobre o munic\u00edpio. Destaco aqui o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Almanak Laemmert<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> que na parte destinada \u00e0s prov\u00edncias buscava-se arrolar as principais personalidades e atividades exercidas em cada munic\u00edpio e freguesia da prov\u00edncia do Rio de Janeiro. Contendo assim, por exemplo, os nomes de funcion\u00e1rios da justi\u00e7a e demais cargos administrativos, donos de com\u00e9rcios e fazendeiros, divididos de acordo com o tipo de cultivo praticado nas propriedades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 sobre os arquivos f\u00edsicos, aconselho o Arquivo Nacional para a consulta de fontes sobre a regi\u00e3o, principalmente o Fundo da Imperial Fazenda de Santa Cruz, o Museu da Justi\u00e7a, no qual pude consultar invent\u00e1rios e testamentos de moradores da freguesia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Bananal, atual munic\u00edpio de Serop\u00e9dica. E, por fim, o Arquivo P\u00fablico do Estado do Rio de Janeiro (APERJ), em Botafogo, que tamb\u00e9m possui um rico acervo sobre Itagua\u00ed e Serop\u00e9dica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>PERGUNTA 05 &#8211;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> H\u00e1 previs\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o de novas pesquisas sobre o munic\u00edpio?<\/span><\/h3>\n<p><strong>Thales: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">No momento, de concreto, n\u00e3o. Estou me dedicando a outras atividades profissionais. Leciono Hist\u00f3ria em muitas escolas, mas confesso que sonho em poder voltar a pesquisar a hist\u00f3ria de Serop\u00e9dica em breve.<\/span><\/p>\n<p><strong>Karine: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Sim. A pesquisa que tenho desenvolvido para a disserta\u00e7\u00e3o \u00e9 sobre a trajet\u00f3ria de Maria Rosa, abordando a Hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, com previs\u00e3o para conclus\u00e3o no primeiro trimestre de 2023.<\/span><\/p>\n<p><strong>Joyce: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Como o trabalho do PET-Hist\u00f3ria continua analisando fontes e elaborando pesquisas novas e com o material que j\u00e1 foi produzido, considero que os trabalhos com novas tem\u00e1ticas correlacionem as que existem na macrorregi\u00e3o que integrava a Antiga Fazenda de Santa Cruz com as demais localidades do Rio de Janeiro, qui\u00e7\u00e1 do Brasil, ter\u00e3o vasto material para ser pesquisado. Dito isso, os pr\u00f3ximos anos dever\u00e3o ter muitas monografias, disserta\u00e7\u00f5es e teses sobre a referida regi\u00e3o na qual se insere Serop\u00e9dica.<\/span><\/p>\n<p><strong>Max: <\/strong>Eu acredito que em breve minha tese ser\u00e1 publicada e parte dela est\u00e1 dedicada a Serop\u00e9dica e Nova Igua\u00e7u.<\/p>\n<p><strong>Jessica: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Sim, inclusive neste ano de 2022, pela pr\u00f3pria EDUR, foi publicado o resultado da minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de t\u00edtulo \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/editora.ufrrj.br\/produto\/dona-dos-cafezais-a-acao-social-e-economica-de-uma-fazendeira-de-cafe-em-bananal-de-itaguai-1850-1867\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dona dos cafezais: a a\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica de uma fazendeira de caf\u00e9 em Bananal de Itagua\u00ed 1850-1867<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d que buscou compreender, a partir da trajet\u00f3ria de D. Gertrudes Maria da Concei\u00e7\u00e3o, os limites e possibilidades de a\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica que circunscreviam a vida de uma mulher fazendeira de caf\u00e9 na zona itaguaiense de produ\u00e7\u00e3o cafeeira no oitocentos. Para isso, \u00e9 dada aten\u00e7\u00e3o para a participa\u00e7\u00e3o no conjunto produtivo e as a\u00e7\u00f5es desempenhadas por ela na promo\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da atividade produtiva. A senhora em quest\u00e3o era moradora da freguesia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o do Bananal de Itagua\u00ed (atual munic\u00edpio de Serop\u00e9dica).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>PERGUNTA 06 &#8211;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Como pesquisar sobre Serop\u00e9dica pode impactar a Rural? Essa foi uma preocupa\u00e7\u00e3o para os autores?<\/span><\/h3>\n<p><strong>Thales: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Sim. Sempre quis, sob o meu horizonte acad\u00eamico, poder trazer um pouco dessa visibilidade para a regi\u00e3o de Serop\u00e9dica e contar mais da hist\u00f3ria da regi\u00e3o onde est\u00e1 situada nossa querida universidade. Acredito que a universidade, como uma institui\u00e7\u00e3o que produz e difunde saberes, exerce um papel muito importante dentro da comunidade na qual est\u00e1 inserida. \u00c9 preciso que os acad\u00eamicos envolvidos tenham no\u00e7\u00e3o do seu papel e da sua responsabilidade com a hist\u00f3ria da institui\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m da responsabilidade com a regi\u00e3o como um todo. Preservar e zelar por essa mem\u00f3ria \u00e9 papel fundamental do historiador nos dias atuais. <\/span><\/p>\n<p><strong>Karine:<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Sim. Acredito que a Universidade \u00e9 capaz de devolver \u00e0 sociedade os benef\u00edcios da cria\u00e7\u00e3o cultural e da pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica produzidas nela. No que tange \u00e0s pesquisas sobre o munic\u00edpio de Serop\u00e9dica, elas podem ser um caminho para a pr\u00e1tica dessa extens\u00e3o, criando uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica na rela\u00e7\u00e3o Universidade-sociedade.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Joyce: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">A Rural est\u00e1 localizada em Serop\u00e9dica, em certa medida, falar dessa cidade se refere a uma parcela da hist\u00f3ria da pr\u00f3pria Rural. Minha pesquisa n\u00e3o est\u00e1 diretamente relacionada com a Universidade, mas sem a mesma eu n\u00e3o teria a forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, tampouco os meios para elaborar a minha pesquisa que culminou na disserta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>Max: <\/strong>Estudar o passado \u00e9 uma forma potente de compreens\u00e3o do presente. Por isso, conhecer a hist\u00f3ria de Serop\u00e9dica impacta na pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o que a Rural pode estabelecer com as comunidades do seu entorno.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Jessica: <\/strong>A pesquisa sobre Serop\u00e9dica impacta diretamente a Rural, primeiramente, porque a Universidade faz parte de Serop\u00e9dica, n\u00e3o podemos olhar para o munic\u00edpio e para a institui\u00e7\u00e3o de maneira desassociada. Essa foi uma preocupa\u00e7\u00e3o dos autores, que foram estudantes de hist\u00f3ria da UFRRJ, frequentavam o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">campus <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">diariamente e observavam nos discentes e docentes questionamentos sobre a Hist\u00f3ria Local. Nesse sentido, desenvolver estudos sobre Serop\u00e9dica \u00e9 pensar o pr\u00f3prio <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">campus<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 entender a trajet\u00f3ria de indiv\u00edduos que protagonizaram a regi\u00e3o e entender, como \u00e9 o caso dos cap\u00edtulos que se dedicaram ao per\u00edodo da Ditadura militar, como os acontecimentos hist\u00f3ricos envolveram diretamente a Rural.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assista ao v\u00eddeo de lan\u00e7amento do livro:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mFVqix1ij2I\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Para ter acesso \u00e0 obra completa de forma gratuita, <strong><a href=\"https:\/\/editora.ufrrj.br\/produto\/seropedica-em-foco-dialogos-historicos-e-historiograficos\/\">clique aqui<\/a><\/strong>.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>* Estagi\u00e1rio da Edur.<\/em><\/p>\n<p><em>** Residente em Inicia\u00e7\u00e3o Profissional da Edur.<\/em><\/p>\n<p>*** Bolsista de revis\u00e3o textual da Edur.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gian Lucas Mendon\u00e7a Silva*, com o apoio de Jo\u00e3o Paulo de Abreu Almeida Costa e P\u00f3voa** e Vanessa de Souza Oliveira***. O livro &#8220;Serop\u00e9dica em foco: di\u00e1logos hist\u00f3ricos e historiogr\u00e1ficos&#8221;, organizado por Fabiane Popinigis, Margareth de Almeida Gon\u00e7alves, Jessica Santana de Assis Alves, Vinicius Kleyton de Andrade Brito e Marlon Rodrigues Marques, foi publicado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[171,124,125,123],"class_list":["post-4993","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-entrevista","tag-itaguai","tag-seropedica","tag-seropedica-em-foco"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4993","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4993\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editora.ufrrj.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}